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Sem comentários

por alho_politicamente_incorreto, em 22.12.08

In Revista DOMINGO, Jornal Correio da Manhã, edição n.º 10 796 (pág. 8).

 

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"A minha Escola tem de novo a alegria...

...É a minha segunda casa..."

(Hino interpretado pelo coro da EB 2/3 do Pinheiro da Bemposta)

 

Ontem, pelas 19 horas, decorreu, no Pavilhão da Escola EB 2/3 Dr. José Pereira Tavares, a cerimónia de entrega dos Prémios dos Quadros de Valor e de Excelência bem como as Menções Honrosas a alunos do Agrupamento Vertical de Escolas das freguesias do Pinheiro da Bemposta, Palmaz e Travanca.

Tratou-se de um evento concorrido, recheado de boas atracções onde - como há muito não se via - os artistas foram mesmo os alunos. Do ensino Pré-Escolar até 3.º Ciclo, assistiu-se a um cartaz singularmente inclusivo.

A abrir a cerimónia, Mário Rui, o Presidente do actual órgão de gestão, faria uma breve mas esclarecida intervenção. Na oportunidade, enfatizou "os contributos de professores e das famílias no reconhecimento aqui hoje celebrado", fazendo notar que "não há alegria maior para um docente, ou até mesmo para um funcionário, do que ver um aluno bem entregue à vida, detentor dos predicados necessários e suficientes a um desenvolvimento integral e harmonioso".

Num evento bem conduzido por uma apresentadora assinalavelmente inspirada, destaque para a atmosfera de fácil  e saudável cumplicidade, própria de quem, aos poucos, vem recuperando de um coma profundo. Foi um momento que serviu para assinalar o fim de muitos exílios e de certas ilhas entregues à mediocridade, que em tempos poderão ter espoliado a massa crítica do Agrupamento.

Numa noite de irrefragável harmonia, esta cerimónia teve o condão de, atavés de sucessivos sopros de Liberdade, professar, de modo firme, a esperança num futuro feito de sucesso. Um sucesso assente na tolerância, no respeito pela diversidade e na confiança centrada no melhor que todos têm para dar.

Por fim, destaque para as canções interpretadas pelo grupo ensaiado e graciosamente dirigido pela professora Madalena -  verdadeiro portento de uma energia extraordinariamente contagiante. Completivamente, não esquecer o notável trabalho desenvolvido pela docente Adélia, que levou ao palco danças latinas e de salão. Admirável.

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Em entrevista à SIC Notícias

por alho_politicamente_incorreto, em 17.12.08

Manuel Alegre em grande forma

à espera de ser persuadido

Numa entrevista política e intelectualmente estimulante, Manuel Alegre assumiu ontem estar somente hipotecado às suas ideias e convicções "de esquerda".

Usando de coerência, reconheceu que «o partido pode deixar de ter a sua razão de ser quando se afasta da sua base social. Não é a primeira vez que isso acontece» , alertando para o óbvio: «Há uma coisa dramática. É que há muita gente que não tem, não sabe, em quem votar»

Teve um desempenho assaz esclarecido, revelando estar longe do autismo do seu partido a propósito do qual lamentou "a existência de alguns que pensam fazer do PS um força política sem ideias". Para ele, nesta organização camuflada de Partido Socialista, o problema é a «falta de debate ideológico» e a «crise de identidade» do partido. «Há muita gente que entrou para o PS que não sabe o que é ser socialista», acusou. A esses militantes «falta formação e cultura para ser de esquerda».

Ontem, houve um grande momento de lucidez e responsabilidade políticas. Manuel Alegre professou, de forma séria, a sua matriz ideológica. Em face de um PS actualmente descaracterizado e desmobilizado por um poder que parece secar as suas raizes, onde os funcionários públicos se tornaram símbolos de uma resistência heróica, só resta ao eleitorado persistir até convencer o "deputado poeta" a protagonizar a tal vaga de mudança que recupere o essencial de uma pátria inusitadamente estrangulada.

JMA

 

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Cadáveres. Muitos cadáveres. Um silêncio insuportavelmente doloroso e comprometedor tem aquele efeito de alhear um jogador de futebol no momento da marcação de uma grande penalidade num estádio lotado. Não ouve nem sente nada. Tudo parece um ruído de fundo, um zunido de uma concha ocasionalmente encontrada na praia. O encarnado do sangue e o negro do fumo abraçam-se na aurora que celebra a destruição, altar maior de um palco onde sobressai uma ensurdecedora amálgama de corpos mutilados. Sucedem-se as imagens como se de um documentário se tratasse. A câmera parece sempre em cima do ombro de alguém…
Joaquim acorda uma vez mais sobressaltado e suado. Corre para a única janela do seu quarto fazendo correr a cortina amarelecida, cúmplice perfeita dos seus temores. Nada se passa. O mundo lá fora aparenta uma tranquilidade fútil mas imperturbável. Abalado pela ausência de surpresas, este nosso ex-combatente no ultramar, que não logrou voltar a ser o que era, deixa-se cair na cama tentado somente pela obrigação de escanhoar o seu enrugado rosto. Rotinas antigas. Tem sido uma semana difícil. Só ontem havia convencido um camarada de armas a recorrer a apoio psicológico. Lá no fundo, continua em missão: ajudar os que, como ele, sobreviveram à guerra.  
Aliás, de tanto ajudar, esqueceu-se de olhar por si. Continua a adormecer muito tarde. Dorme muito pouco e não suporta qualquer tipo de odores ao ponto de ter protagonizado vigorosas discussões com a sua (ex) mulher, que apenas se esforçava por manter a higiene e a limpeza dentro de quatro paredes. O sofrimento que viu, infligiu e sentiu obrigou-o a habituar-se ao cheiro da morte. Agora, com instinto ou por reflexo, tudo faz para não voltar a experimentar semelhante violência, que em tempos lhe rasgou o coração.
Um casamento com mais de vinte anos desfez-se com a naturalidade de grãos de areia escoados entre dedos. Com a filha única mantém um relacionamento que se limita ao óbvio e ao indispensável. A sua dificuldade em fazer-se entender e sentir torna-o um ser presumivelmente frio e distante. Estranha ironia esta que colhe, ao limite do espartilho, alguém que enfrentou tantos e tão intensos sentimentos que só uma guerra ensina a valorizar concludentemente.
Joaquim mantém-se um militar em constante estado de alerta. Uma prontidão que impressiona. Parece ainda programado para, em qualquer momento, entrar em acção onde quer que seja necessário. Indivíduo de fortes e vincados posicionamentos políticos, é pontualmente traído por reacções que só se entendem em situação de guerra. Carrega aquela arrogância de quem ainda pensa ser um combatente. Persiste em ser um animal de hábitos. Ele sabe que fez um juramento para vida. Tudo o resto foi relegado para um plano menor.
Atordoado pelo bulício de uma realidade apesar de tudo mais pacífica, apresta-se para fingir-se como os outros, um tipo bem na vida, amigo do seu amigo e cioso das suas obrigações. O pior, para ele e para os outros – começando pelo carteiro – é que decidiu colocar-se numa posição de quem pode exigir admiração e reclamar-se credor de uma impagável dívida de gratidão, que a sociedade jamais saberá honrar com justiça pois estará longe de imaginar os altos serviços por ele prestados à colectividade que hoje se passeia na calçada com assinalável mas custoso à vontade.
Sem se aperceber, este soldado, porventura emérito, zangou-se com este mundo e perdeu a noção das perdas que a vida pós-guerra lhe provocou. Mais do que danos colaterais, que também não fez por minorar, o trauma de uma juventude consumida em penosa tensão, com parcas perspectivas de futuro, reservou-lhe o amargo sortilégio de agora ter de viver assim.
José Manuel Alho
 

 

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Eleições no Grupo Cultural de Albergaria

por alho_politicamente_incorreto, em 11.12.08

 

José Figueiredo reeleito

No passado dia 5 de Dezembro, pelas 21.30 horas, o Grupo Folclórico Cultural e Recreativo de Albergaria-a-Velha, fundado em 1982, reuniu em Assembleia-geral, na sua sede social, em Campinho, para deliberar sobre: o Relatório e Contas referentes ao exercício ora encerrados; a eleição dos corpos sociais para o biénio 2009/2010 e, finalmente, para apreciação e votação do Plano de Actividades a desenvolver em 2009.
Mau grado as adversas condições climatéricas, a reunião magna registou elevada participação. Sobre as Contas submetidas à consideração dos associados, com parecer favorável do Conselho Fiscal, destacaram-se os encargos com seguros, manutenção de trajes e calçado, luz e electricidade e, principalmente, com despesas de investimento de onde sobressaiu a aquisição de moderna aparelhagem sonora. Neste particular, refira-se que aquela agremiação não recebeu qualquer apoio da edilidade, evidência que constituiu uma surpresa negativa para os associados ali presentes.
Após apresentação circunstanciada da gestão do elenco liderado por José Figueiredo, o competente Relatório e Contas acabaria aprovado por unanimidade.
Chegados ao processo eleitoral, foi aberto o necessário período para apresentação de listas a sufrágio, tendo-se verificado a propositura de uma única candidatura. A referida lista, depois de submetida à apreciação dos sócios, seria eleita por unanimidade. Assim, para o biénio 2009-2010, serão estes os elementos que integrarão os órgãos sociais do Grupo Cultural: Mesa da Assembleia Geral: Presidente – Albérico Gordo Pereira Madail; Vice-Presidente – Fernando Jesus Negrão; Secretária – Rita Figueirinhas dias Matoso Galveias. Direcção: Presidente – José Figueiredo de Lemos Alho; Vice-Presidente – João Manuel Anjos Silva; Tesoureiro – Armando Marques de Lemos Alho; Primeiro Secretário – Joel Morais Ferreira; Segundo Secretário – Maria Celeste de Jesus Tavares da Silva; Vogais – Maria de Fátima Fernandes; José Fernando Leite Ferreira; Maria Helena Fonseca Marques Correia e Maria Alice Rodrigues. Conselho Fiscal: Presidente – Sérgio Martins Ferreira; Vice-Presidente – Marta Sofia Pinho Oliveira Branco; Secretário – Francisco Dias Salgueiro; Vogal – Maria de Fátima Lamego Mata de Sousa e Maria de Lurdes Morais Leal Ferreira.
De acordo com o instituído no Regulamento Interno da colectividade, todos estes elementos foram de imediato formalmente empossados nas suas funções. A respeito desta recondução, José Figueiredo aproveitaria o ensejo para “agradecer todo o apoio e colaboração dispensados pelos sócios e amigos do Cultural ao nosso projecto associativo”, enfatizando “a necessidade de todos congregarmos esforços e energias a fim de enriquecermos a qualidade da nossa intervenção em prol da etnografia da nossa região”.
Por fim, e já no último ponto da ordem de trabalhos que constava do aviso convocatório, a nova Direcção apresentou o seu Plano de Actividades para 2009. Na ocasião, o Vice-Presidente, João Manuel Silva, apresentou as grandes prioridades e aspirações do Cultural, mormente com a dinamização da sede social, a realização do Festival de Folclore da Primavera e, claro está, com a promoção do Festival de Folclore de Albergaria, a realizar – como manda a tradição – no primeiro sábado do mês de Agosto. O plano de acção apresentado mereceria igualmente a aprovação da assembleia.
Em resumo, mais um momento que atestou a vitalidade associativa do Cultural, que teima em elevar bem alto o nome de Albergaria.
José Manuel Alho
 

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Boletim Municipal abre

época eleitoral?

Numa deliberação datada do passado dia 1 de Outubro do corrente ano de 2008, o Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERCS) determinou que as publicações editadas pela administração regional e local – como boletins municipais, por exemplo – vão passar a estar “obrigadas a veicular a expressão das diferentes forças e sensibilidades político-partidárias que integram os órgãos autárquicos”. O exercício do direito de resposta e de rectificação passa também a ser obrigatório, quando solicitado pelos cidadãos ou por titulares de órgãos políticos. O projecto desta directiva, aprovado por unanimidade, surge, segundo a ERC, em consequência de “um vazio legal relativamente à caracterização, à missão e às obrigações que impendem sobre publicações periódicas editadas pela administração local e regional, nomeadamente em matéria de pluralismo político”.
Acresce ainda que a ERCS tem recebido “frequentemente” queixas de vários partidos políticos que vêm “reclamando o cumprimento das exigências legais em matéria de pluralismo político."
De acordo com a análise que a ERCS fez a algumas das queixas apresentadas, aquela entidade diz ter constatado que um dos “traços” que identificam os boletins municipais, por exemplo, “é o elevado número de fotografias que em cada edição retratam os dirigentes autárquicos”.
A ERCS afirma ainda que nas publicações analisadas “o debate político plural, incluindo a réplica, está ausente das suas páginas. Também a profusão de fotografias com elevado grau de presença da figura do presidente da Câmara identificadas em algumas publicações analisadas constitui uma marca destas publicações”, acrescenta aquele organismo que tutela a comunicação social portuguesa.
É pois neste enquadramento que dou conta do meu choque, a roçar a incredulidade pura e dura, quando recepcionei o mais recente Boletim Municipal (n.º 25), intitulado “Albergaria em revista”. Trata-se de uma publicação semestral, com 5 000 exemplares de distribuição gratuita, com 24 páginas a cores, em (muito) bom papel, cujo director é, nem mais nem menos, o presidente da Câmara Municipal de Albergaria-a-Velha, Agostinho Pereira (AP).
Aquela edição apresenta dez (!) fotos de AP e, no meio de fotografias dando maioritariamente conta de obras insignificantes – mormente para a sede do Concelho – lá inclui um Vereador (José Licínio Pimenta) e um Presidente de Junta de Freguesia (de Ribeira de Fráguas, José António Laranjeira). No essencial, tratar-se-á de um exagero a merecer, pelo menos, severo reparo político.
Não quero acreditar que quem está no poder se permita fazer uso de dinheiros públicos para, socorrendo-se de certas “bengalas”, passar mensagens propagandísticas. Mas, no meu modesto entendimento, este Boletim Municipal poderá não estar a observar o que tenho por “pluralismo político” e até poderá integrar-se nos tais “traços que identificam” estes periódicos, cirurgicamente denunciados pela ERCS: ”…o debate político plural, incluindo a réplica, está ausente das suas páginas. Também a profusão de fotografias com elevado grau de presença da figura do presidente da Câmara identificadas em algumas publicações analisadas constitui uma marca destas publicações.” (SIC)
Não estou contra este tipo de informação municipal. A “Agenda Cultural – Albergaria ConVida” prestará inclusivamente um serviço relevante. Porém, caberá às forças político-partidárias representadas na edilidade vigiar convenientemente este instrumento de forma a garantir que jamais estará ao serviço da publicitação eleitoral. “Albergaria em revista” deverá pautar o seu desempenho pela neutralidade e imparcialidade. Se tal não for possível – por incapacidade ou falta de vontade do poder instituído – a mesma deveria ser suspensa até à realização das próximas eleições.
Também nesta matéria, espera-se que a oposição seja responsável, activa e contundente. Que não falhe por “falta de comparência”.
José Manuel Alho

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